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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor, alguns já estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

28
Ago17

SAUDADE AOS FEIXES

por Sílex

 

 

 

 

 

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Passeio pela alameda das nossas memórias.

Sobre os bancos de jardim, com as primeiras folhas de Outono caídas,

ainda se vêem letras cálidas, sentidas...

Deixadas, postas, em papéis abandonados

que por ali ficaram agarrados, 

como eu...

Ao que passou.

 

 

Um passo mais, adiante...

Aquela hora, uma cor, um som, uma promessa

Um lago de cheio de lágrimas, vazio de peixes

e saudade aos feixes, 

com fio de nastro atado.

Restos de mim e de ti, por todo o lado,

no caminho...

 

 

Debaixo dos meus pés quando evoluo,

estridor.

Jaz moribunda a história de um amor,

que não foi. Ou, se chegou a ser...

Não percebi.

É o que me fica. Se esfuma, ou intensifica

Quando desfilo nostálgica, pelas minhas  lembranças de ti.

 

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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