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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor, alguns já estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

25
Mai17

Saudade Infinita

por Sílex

 

 

 

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Sinto-o na boca inevitável, 

vindo do fundo da alma contrita

escorregando-me nas veias e em tinta

ao travo amargo da saudade...

Infinita.

 

Como se eu fosse uma casa abandonada

onde só o eco mora.

Uma igreja, sem fiéis... Um espigueiro, sem cereal

Sinto fundo, forte... até ao desnorte,   

este aperto traqueal.

 

Invade-me o peito.  

Alaga-me os olhos. Faz-me cambalear, 

com a visão embargada...

Errar sem destino, num fértil desatino,

em busca de nada.

 

Tudo esteve... onde já não existe.

Não adianta tacteá-lo, 

Sequer, ficar triste.

Sinto-o preso. Aguçado. Como o punhal cravado,

na veia jugular. Que não nos mata, mas mói... pelo prazer de magoar. 

 

Salva-me!

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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