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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

10
Out17

SAUDADE QUE MORDE

por Sílex

 

 

 

Foto de Maria Teresa.

 

 

Queria ir visitar-te ao céu

Mas a direcção não a sei

Pudesse um anjo levar-me, ou então esclarecer-me

do caminho a adoptar

porque todas as direcções que há na Terra

não me dizem como chegar.

Ai, que saudades, paizinho... tenho eu de te abraçar. 

 

Fiz a mala, com pouca coisa

para a bagagem não pesar

e se um pássaro me levasse, 

no seu bico, por acaso,

o meu...

E  também o seu peso

não o atrapalhasse ao voar.

 

Saí de casa às escondidas

sem um bilhete deixar,

talvez preocupando quem fica

sem saber de forma explícita

 que saí...

por um bocadinho

porque te queria encontrar.

 

Desorientada, parei...

Porque, na verdade não sei,

o caminho para o céu.

De mala, ali fiquei

esperando que um anjo,

que faça ronda lá em cima... se apiede desta menina

que a sua referência perdeu.

 

Pudesse um dia visitar-te...

nas asas de uma borboleta

ou de uma fada simpática

que para esses lados viajasse...

De uma águia pesqueira, 

ou no dorso de um toupeira

que sabedora por onde ia, até ao céu... me levasse.

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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