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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

10
Fev18

Uivo na imensidão

por Sílex

 

 

 

 

Resultado de imagem para mulher ao vento

 

 

 

Talvez eu seja...

Agulha de pinheiro caída

um nada na vida,

um sopro de vento,

o entoar de um lamento,

um uivo na imensidão

 

 

Talvez eu seja...

Um trovão.

Um raio extraviado

tempo frio,

nevoeiro cerrado

que tapa a visibilidade do chão

 

 

Talvez eu seja...

um temporal,

presa afiada de animal

morrinha e humidade,

queda de água,

indomabilidade... voo de ave no ar

 

 

Talvez eu seja...

saudade,

dúvida entre ir e voltar

amor que nunca se esquece

alma que se compadece,

viuvez de terra queimada... sob um esplendoroso luar. 

 

 

Talvez eu seja...

passagem, 

cântico plangente, voragem

nesta jornada da vida

folha a bailar com o vento...

Agulha de pinheiro caída.

 

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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