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Os poemas são criação minha, salvo os assinalados com o autor. Alguns estão publicados. Não autorizo cópia, ou partilha sem autorização (Decreto-Lei n.º 63/85 dos Direitos de Autor e anexos posteriores)

04
Out17

Um Inverno... tão nosso

por Sílex

 

 

 

Yerbabuena Lluvia ruben martin flamenco danza contemporanea Pina Bausch

 Rubén Martín

 

 

Hoje caminha... sempre a direito

com os olhos a rir

e a chuva no peito.

 

Sai de casa tranquilo

sem temeres molhar-te

vendo em cada gota, a minha mão a afagar-te

 

Saltita e roda

de braço estendido

porque mesmo não vendo... bailas comigo.

 

Ergue a cabeça 

e lambe, cada gota do céu

que ao roçar os teus lábios... é mais um beijo meu.

 

Caminha a direito, 

já mesmo encharcado,

porque molhada, também... eu caminho a teu lado

 

Sai e exulta,

um Inverno tão nosso...

que apesar da distância, me aproxima de ti... mesmo quando não posso.

 

Não ligues aos outros

a nenhum que se insurja, apenas por chover.

Não é culpa sua. Ignoram, quão simples... para nós é viver.

 

Hoje caminha, entre bátega

mesmo sem veres para onde vais

que já perto, eu espero... e não fujo mais.

 

Deixa as gotas tomar-te,

sem te furtares.

É o meu corpo a amar-te... sem sequer me tocares.

 

 

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Só restos... é o que sou! Um monte de restos, em trânsito pela vida!


Detesto quem me aponta a mediocridade, sem perceber que ser mais do que isto, nunca me importou.
Deixem-se só com a minha insignificância. Contornem-me e não olhem para trás.



"Todo o homem saudável consegue ficar dois dias sem comer - sem a poesia, jamais."
Charles Baudelaire

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